Thursday, January 20, 2011

Então você vai para a Austrália! [parte 3]

  Eu parei por alguns segundos. Como assim a escola de inglês fechou? Era fevereiro, a viagem seria em pouco mais de um mês. E a escola fechou? Eu ficava pensando se isso podia acontecer e se, legalmente, ela poderia ser fechada. Não poderia! Como eu iria fazer? O que iria acontecer? Eu não viajaria mais? Meu dinheiro seria devolvido?
 - Não. Você vai viajar, mas o processo do seu visto vai ficar parado até o governo australiano te achar uma escola nova. E isso não deve demorar. No entanto, você pelo menos deu a sorte que a escola fechou e você ainda estar aqui, no Brasil. Eu tenho pessoas que já estão lá, e sem estudo... Sem fazer nada. - ela estava vendo o lado positivo da coisa toda. Pensando nesta perspectiva, até que eu estava bem.
 E por telefone ela me explicou o que eu poderia fazer: esperar. Ser paciente. Tudo bem, afinal, eu iria para Santos em poucos dias, e depois faria um cruzeiro de 4 dias com a minha família, saíriamos de Santos e iríamos até Ilha Grande no Rio de Janeiro. Depois disso, eu tinha quase uma semana no Brasil. Na sexta-feira do dia 05 de março de 2010 eu embarcaria com rumo ao desconhecido.
 Não sei até hoje como a moça do intercâmbio achou o número do telefone celular da minha mãe, mas sei que ela me ligou em Búzios trazendo boas notícias:
 - Artur, o governo australiano te achou uma escola! É a Griffith University. Você vai fazer aula numa faculdade, rodeado de pessoas falantes de inglês... Vai ser ótimo para você! E aí, você topa?
 - Mas é claro! - eu não tinha dúvidas. É claro que sim!
 Pronto. Agora eu tinha uma escola, e só faltava o meu visto sair. A vida não poderia melhorar a meu favor. Depois desta notícia, aproveitei o cruzeiro mais ainda. Búzios, no Rio de Janeiro é linda, quente... Me encantei pela cidade. Em Ilha Grande não tivemos a mesma sorte. Choveu muito, resultado, saímos do navio só pra ver umas lojinhas e voltamos logo em seguida. O problema da chuva foi trazer grandes ondas à noite. Eu e meus irmãos não conseguíamos sair de nossas camas. O navio parecia subir e descer, cortando as ondas. E nosso estômago acompanhava tudo: subia e descia. Eu estava tonto, tonto. No final, fomos ao cassino jogar um pouco. Não ganhamos quase nada, mas a experiência valeu a pena.
 A semana passou correndo depois de termos chegado do cruzeiro. E no entanto, nada de visto sair. Nem previsão. A escola precisava mandar o código da minha matrícula, e nada. Na quarta-feira, dia 03 de março, fui verificar se a vacina havia sido tomada. Onde estava minha carteirinha de vacinação? Nem sinal dela. E o posto de saúde já tinha fechado. Fiquei preocupado, e então, na manhã do dia seguinte, fui no posto. Na minha ficha constava um ponto de interrogação na vacina de febre amarela. Eu tinha certeza que tinha tomado, mas quem quer que seja que me deu a vacina não tinha tanta certeza, aparentemente. No final, tomei a vacina de novo, após a minha mãe ter ligado lá e pedir a aplicação da mesma. Próximo passo era transformar a carteirinha de vacinação n carteirinha de vacinação internacional. E isso eu só poderia fazer no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
 Numa atitude desesperada, e contra a vontade da minha mãe, fui a São Paulo no dia 05 de março, no dia do meu embarque para resolver o problema  da vacinação. Minha prima Lucila foi me pegar na rodoviária (ela é uma santa! Vai pro céu com certeza). No caminho pra casa dela, eu liguei para a Mundial para saber a situação do visto, e então:
 - Artur, já está tarde. Seu visto não sai mais hoje, vamos ter de remarcar a viagem!

2 comments:

  1. adoreeei.. mas vc sempre acaba com um gostinho de quero mais né? chato uhauha
    bejaooo
    Ligia =)

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  2. Adoreiii !!!nossa vc sabe mesmo como escrever fazendo o leitor querer sempre mais da historia uahuah termina logooo eu quero saber ><

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