Tuesday, November 2, 2010

Abortando Uma Ideia

Talvez o título da postagem "Abortando Uma Ideia" dê uma ligeira impressão de que vou falar sobre o aborto e ser contrário a ele. Parcialmente verdade. Sim, falarei sobre o aborto, mas não contrariamente. Falarei pró-aborto. Estou apenas "abortando" este assunto da minha cabeça.
 Primeiramente quero dizer que cresci ouvindo que aborto não é uma coisa boa, a mulher que realiza essa prática está matando uma criança, está tirando uma vida. Colocando desta forma, soa terrivelmente ruim. Mas deve-se considerar o direito da mulher sobre seu próprio corpo. Acima de tudo, a mulher deve ser ouvida. É o corpo dela que vai mudar, é a cabeça dela onde vai ficar registrado esse momento para sempre.
 O debate não é sobre vida e morte, mas também as condições que levaram a mulher a engravidar. Muitas pessoas alegam que são a favor do aborto se for um caso de estupro. No entanto, se a mulher engravidou porque não usou camisinha com o parceiro durante o sexo, foi descuido, afinal a informação sobre gravidezes indesejadas está em todos os lugares e coisa e tal, aí a coisa muda. De alguma forma as pessoas tendem a pensar que cada um dever arcar com seus atos. Eu só gostaria de entender qual a diferença de um feto feito por estupro e um feto feito de sexo, amor ou qualquer outra terminologia preferida? Nenhum! Ambos foram concebidos através do ato sexual e os dois estão lá, são "vidas", como muitas pessoas gostam de falar. Por que um tem de morrer, devido a uma violência e o outro deve viver? A mulher não deve ficar com um filho como punição. Deve ficar com a criança por amor. Porque quer ter um bebê. Se não existe esse tipo de sentimento de amor em relação à criança, então é melhor não ter. Não é necessário passar "aperto" ou qualquer coisa parecida porque a sociedade vai te recriminar, vai te excluir, não vai te aceitar. Tem a ver com escolha.
 A igreja pode ser importante na vida das pessoas, mas não ficará com uma barriga enorme, passar por um processo dolorido de parto e depois ficar com uma criança e pagar seus impostos. Será a mulher. E ela tem o direito de escolher o que quer fazer. Mas é claro que uma política pública que dê assistência à mulher e ajudá-la desde
o médico especializado em abortos até um acompanhamento psicológico antes, durante e depois do aborto é altamente necessária. Querer abortar por conta própria ou sem a devida assistência é suicídio. Segundo a ONU, em torno de 70 mil mulheres morrem anualmente por ter realizado aborto em condições precárias.Não queira ser uma delas.
 E aliás, evite o aborto. Camisinhas são distribuídas gratuitamente nos postos de saúde. Se for sair com um cara, previna-se. Sexo só com camisinha, é o método mais seguro para evitar gravidezes indesejadas e doenças sexualmentes transmissíveis. Saiba dizer "não", mesmo quando o momento requerer um "sim", mesmo quando ele for "o cara". Mais uma vez, isso tem a ver com escolha. Escolha pela sua vida. No Brasil falta muita coisa, incluindo um país verdadeiramente laico. A igreja não deve ter mais poder sobre o Estado. Nem poder sobre as pessoas. Mas a religião tem tanto poder que ainda decide quem governará o país. Dilma Rousseff prometeu descriminalizar o aborto, e no entanto, voltou atrás quando sua proposta de governo lhe rendeu um segundo turno apertado e a fúria dos religiosos. Falta muita coisa pro Brasil, como disse anteriormente. Coragem, um bom sistema público de saúde e políticos honrados. Mas, por enquanto, ficamos assim. Opte pela sua vida. Opte por você. Já a sociedade, igreja e afins, "deixe que digam, que falem, que pensem..."

Friday, October 29, 2010

Iniciando

 Olá, meu nome é Artur de Francischi Haddad. Este já é meu terceiro blog em 1 ano. Fiquei enjoado e excluí todos. Espero não fazer o mesmo com este, afinal, o motivo que me levou a excluir os anteriores foi na escrita. Escrevi e depois de um tempo percebi que as palavras já não me representavam mais. Eu fui para um lado e o blog foi para outro. Daí excluí.
 A razão pelo qual escrevo é uma só: adoro escrever. Me expresso bem com a palavra escrita, com a palavra falada, nem tanto. Me acanho, não digo, não me expresso. Mas escrevendo, eu me liberto. Digo, reflito, me expresso. É muito mais fácil. Já escrevi um conto há um tempo atrás, foi parar nas mãos de um amigo, e ele nunca mais me devolveu. Sabe-se lá o que ele fez com meu conto. Depois disso, continuei escrevendo. Menos, mas continuei.
 Neste primeiro post vou falar um pouco sobre mim. Quero que aqueles que lerem o que eu escrever me conheçam um pouco, mesmo que seja indiretamente. Bom, já disse meu nome, mas se você procurar por mim na internet, achará Artur Francischi na maioria das vezes. É uma questão de identificação familiar. Da família da minha mãe, conheço quase todo mundo. Da família do meu pai, não conheço nem a metade. Amo meu pai e a família que conheço, mas sei que puxei mais pro lado dos de Francischi. Tenho 20 anos, e sou nascido em 05/09/1990. Virginiano. Não que eu acredite muito em horóscopo, mas até que ele não mente muito sobre a minha personalidade: sou tímido, bem reservado, crítico, sou muito sensível (assumo, eu choro pra caramba!), prezo pela organização, sou bem calmo... Isso é só um pouco do que eu realmente sou. Eu crio um mundo dentro da minha mente onde poucos conseguem entrar. De verdade. Penso e analiso demais. Quando vejo, estou eu pensando e divagando.
 Sou estudante de jornalismo. É a carreira que eu quero seguir no futuro. Encerrei o primeiro ano de faculdade em 2009 e em 2010 fui para a Austrália. Morei 6 meses em Brisbane, no Estado de Queensland, nordeste da terra dos cangurus. Foi a melhor experiência da minha vida. Era para ter sido 1 ano, mas não deu certo, e antes me culpava muito por isso, hoje nem tanto. Talvez eu fosse muito imaturo pra fazer esse intercâmbio, mas fui. Não me arrependo. E hoje eu posso dizer, a Austrália é um país incrível! Quem tiver a oportunidade de ir, eu recomendo pra caramba! Vá passear em Sydney, afinal é o famoso must-see, Melbourne, vá ver o Uluru no centro do país... Não há como não gostar de lá. Como uma propaganda dizia na TV de lá: "There's nothing like Australia!" (Não há nada como a Austrália). Morei os 6 meses com minha prima, seu "noivo-marido" (eles estavam noivos e casaram no mês passado, e eu estive lá!) e os cachorros mais lindos e fofos desse mundo: Eva e Wall-E. Através dos meus primos, conheci pessoas incríveis, me aproximei ainda mais de outras 2 primas, uma que ainda está lá e outra que voltou este ano, e ganhei outra! Hahahaha... Sem contar que o inglês tá na ponta da língua. Este ano de 2010 foi muito bom! Deu até para dar uma voltinha em Dubai na volta pro Brasil.
 E agora que voltei, a vida segue: procurar emprego, fazer academia (já comecei, dói muito, super-cansativo, mas estou lá!), voltar para a faculdade ano que vem, juntar dinheiro para uma nova viagem... Enfim, Cazuza já dizia: "O tempo não para!". E não para mesmo. E eu vou com ele, mudando, me aperfeiçoando, aprendendo e vivendo. Porque isto é o importante, viver. E por aí vou, pensando, falando e crescendo.
 Fico por aqui, espero que esta pequena introdução não assuste ninguém. Um forte abraço, Artur.