Talvez o título da postagem "Abortando Uma Ideia" dê uma ligeira impressão de que vou falar sobre o aborto e ser contrário a ele. Parcialmente verdade. Sim, falarei sobre o aborto, mas não contrariamente. Falarei pró-aborto. Estou apenas "abortando" este assunto da minha cabeça.
Primeiramente quero dizer que cresci ouvindo que aborto não é uma coisa boa, a mulher que realiza essa prática está matando uma criança, está tirando uma vida. Colocando desta forma, soa terrivelmente ruim. Mas deve-se considerar o direito da mulher sobre seu próprio corpo. Acima de tudo, a mulher deve ser ouvida. É o corpo dela que vai mudar, é a cabeça dela onde vai ficar registrado esse momento para sempre.
O debate não é sobre vida e morte, mas também as condições que levaram a mulher a engravidar. Muitas pessoas alegam que são a favor do aborto se for um caso de estupro. No entanto, se a mulher engravidou porque não usou camisinha com o parceiro durante o sexo, foi descuido, afinal a informação sobre gravidezes indesejadas está em todos os lugares e coisa e tal, aí a coisa muda. De alguma forma as pessoas tendem a pensar que cada um dever arcar com seus atos. Eu só gostaria de entender qual a diferença de um feto feito por estupro e um feto feito de sexo, amor ou qualquer outra terminologia preferida? Nenhum! Ambos foram concebidos através do ato sexual e os dois estão lá, são "vidas", como muitas pessoas gostam de falar. Por que um tem de morrer, devido a uma violência e o outro deve viver? A mulher não deve ficar com um filho como punição. Deve ficar com a criança por amor. Porque quer ter um bebê. Se não existe esse tipo de sentimento de amor em relação à criança, então é melhor não ter. Não é necessário passar "aperto" ou qualquer coisa parecida porque a sociedade vai te recriminar, vai te excluir, não vai te aceitar. Tem a ver com escolha.
A igreja pode ser importante na vida das pessoas, mas não ficará com uma barriga enorme, passar por um processo dolorido de parto e depois ficar com uma criança e pagar seus impostos. Será a mulher. E ela tem o direito de escolher o que quer fazer. Mas é claro que uma política pública que dê assistência à mulher e ajudá-la desde o médico especializado em abortos até um acompanhamento psicológico antes, durante e depois do aborto é altamente necessária. Querer abortar por conta própria ou sem a devida assistência é suicídio. Segundo a ONU, em torno de 70 mil mulheres morrem anualmente por ter realizado aborto em condições precárias.Não queira ser uma delas.
E aliás, evite o aborto. Camisinhas são distribuídas gratuitamente nos postos de saúde. Se for sair com um cara, previna-se. Sexo só com camisinha, é o método mais seguro para evitar gravidezes indesejadas e doenças sexualmentes transmissíveis. Saiba dizer "não", mesmo quando o momento requerer um "sim", mesmo quando ele for "o cara". Mais uma vez, isso tem a ver com escolha. Escolha pela sua vida. No Brasil falta muita coisa, incluindo um país verdadeiramente laico. A igreja não deve ter mais poder sobre o Estado. Nem poder sobre as pessoas. Mas a religião tem tanto poder que ainda decide quem governará o país. Dilma Rousseff prometeu descriminalizar o aborto, e no entanto, voltou atrás quando sua proposta de governo lhe rendeu um segundo turno apertado e a fúria dos religiosos. Falta muita coisa pro Brasil, como disse anteriormente. Coragem, um bom sistema público de saúde e políticos honrados. Mas, por enquanto, ficamos assim. Opte pela sua vida. Opte por você. Já a sociedade, igreja e afins, "deixe que digam, que falem, que pensem..."
Primeiramente quero dizer que cresci ouvindo que aborto não é uma coisa boa, a mulher que realiza essa prática está matando uma criança, está tirando uma vida. Colocando desta forma, soa terrivelmente ruim. Mas deve-se considerar o direito da mulher sobre seu próprio corpo. Acima de tudo, a mulher deve ser ouvida. É o corpo dela que vai mudar, é a cabeça dela onde vai ficar registrado esse momento para sempre.
O debate não é sobre vida e morte, mas também as condições que levaram a mulher a engravidar. Muitas pessoas alegam que são a favor do aborto se for um caso de estupro. No entanto, se a mulher engravidou porque não usou camisinha com o parceiro durante o sexo, foi descuido, afinal a informação sobre gravidezes indesejadas está em todos os lugares e coisa e tal, aí a coisa muda. De alguma forma as pessoas tendem a pensar que cada um dever arcar com seus atos. Eu só gostaria de entender qual a diferença de um feto feito por estupro e um feto feito de sexo, amor ou qualquer outra terminologia preferida? Nenhum! Ambos foram concebidos através do ato sexual e os dois estão lá, são "vidas", como muitas pessoas gostam de falar. Por que um tem de morrer, devido a uma violência e o outro deve viver? A mulher não deve ficar com um filho como punição. Deve ficar com a criança por amor. Porque quer ter um bebê. Se não existe esse tipo de sentimento de amor em relação à criança, então é melhor não ter. Não é necessário passar "aperto" ou qualquer coisa parecida porque a sociedade vai te recriminar, vai te excluir, não vai te aceitar. Tem a ver com escolha.
A igreja pode ser importante na vida das pessoas, mas não ficará com uma barriga enorme, passar por um processo dolorido de parto e depois ficar com uma criança e pagar seus impostos. Será a mulher. E ela tem o direito de escolher o que quer fazer. Mas é claro que uma política pública que dê assistência à mulher e ajudá-la desde o médico especializado em abortos até um acompanhamento psicológico antes, durante e depois do aborto é altamente necessária. Querer abortar por conta própria ou sem a devida assistência é suicídio. Segundo a ONU, em torno de 70 mil mulheres morrem anualmente por ter realizado aborto em condições precárias.Não queira ser uma delas.
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